domingo, 9 de janeiro de 2011

velha universidade, novos problemas...

Monteiro Lobato disse sabiamente: "Um país se faz com homens e livros".

Lobato não previu que passaríamos por mudanças. Passamos por uma época de novas tecnologias e em avalanches de informações diárias. Neste contexto presenciamos uma clara alteração no perfil dos nossos alunos. Eles atualmente buscam informações de formas diferentes se compararmos com alunos de 10 anos atrás. vejo a biblioteca da unifal-mg sempre vazia... novas mesas de estudos... sempre vazias... nos laboratórios vejo os bons computadores da universidade sendo deixados de lado, dando lugar aos tablets ou notebooks particulares.

Apesar de não frequentarem (ou pouco frequentarem) bibliotecas tradicionais, os novos discentes lêem muito... buscam muita informação na web... acessam materiais diversos de todo o mundo... e neste processo... se perdem em conteúdo inútil ou pouco explicativo... quando muitas vezes as respostas estão dentro da própria universidade: na biblioteca.


Em sua fomosa frase, Lobato disse livros, mas é claro que podemos traduzir Livros para um contexto atual: fonte de informação confiável.

Acho que o papel do docente atual é auxiliar o aluno na busca de informação relevante. Não somente no formato tradicional. Tive o prazer assistir uma palestra do Prof. Renato (reitor da UNIFEI) onde ele inseriu um ponto interessante: 
"não estamos em um período de mudanças. estamos em uma mudança de período". Além disso o  Prof. Renato brilhantemente chamou a atenção para um problema relacionado: "como professores, que foram formados em outro modelo, vão se adaptar e ensinar dentro desta nova realidade, que muda constantemente a uma velocidade tão grande que nem podemos visualizar todas as novidades?"O Prof. Renato deixou claro que temos que mudar. Mas como mudar? O que mudar? Como avaliar?

Neste contexto, segue o vídeo do prof. @srlm "Alunos conectados vão mudar o modelo educacional", onde destaco a frase: 
"Se os alunos tem livros e sabem ler, por que eu como professor tenho que ler os livros para os alunos?".


Além da metodologia tradicional de ensino, que não é mais adaptada aos novos alunos que ingressam na universidade, temos um outro problema... talvez mais grave: a universidade brasileira atualmente ensina fora do contexto


Com relação a outro vídeo, publicado no jornal da globo em 2010, destaco duas frases de presidentes de empresas na área de tecnologia quando falam sobre a procura de mão de obra qualificada no Brasil:
  • "Hoje, a nossa empresa forma muito mais gente do que formava a 5 anos atrás. A cada ano que passa, o nosso negócio se torna muito mais um negócio de formação de gente, do que seleção de pessoas."
  • "Há uma defasagem tecnológica entre os profissionais que são formados, e a tecnologia que é aplicada no mercado. Então precisa haver esta sintonia fina, entre universidades (centros formadores de mão de obra), e as empresas"

Este problema não é do mercado. É da universidade...

velha universidade, novos problemas...

Um comentário:

  1. Acredito que a questão central deste problema, econtra-se na relutância de muitos professores em se adaptarem a "nova era".
    Professores não precisam ler livros a alunos que sabem ler, mas precisam ensinar o que ler e como se guiar dentro de um determinado assunto.
    Sempre fui meio anti sala de aula, porém sempre apreciei os momentos nos quais buscava professores pra sanar algumas dúvidas, buscar alguma fonte de informação sobre um assunto ao qual desconhecia ou mesmo para simplesmente discutir alguns assuntos atuais pertinentes a minha área de atuação.
    Por fim, acho que é necessário que os professores se adaptem a esse método de ensino, na universidade principalmente.
    Se um estudante acostuma-se durante o ensino básico com esta abordagem de ensino, ao chegar a universidade não vai se deparar com um método de ensino que não está acostumado.

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