Há quem diga que não existe nada melhor que o folhear um bom livro... Digo... um livro de "verdade"...
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| Item de museu no ano de 2050 |
Vivenciamos uma brusca mudança nas mais variadas formas de interação com o ambiente... Nas últimas duas décadas foi possível perceber a crescente publicação de conteúdos digitais através da Internet...
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| Livro no formato digital para o iPad |
Voltando ao tema central do post, insiro as seguintes perguntas:
- Como será o modelo de empréstimo de livros digitais em uma universidade?
- Ou melhor, existirá empréstimo? Ele faz sentido neste novo modelo de biblioteca?
- As bibliotecas (físicas), como conhecemos, terão sentido de existir?
- Se você tem um livro virtual, poderá emprestá-lo para um amigo?
São simples perguntas que podemos levantar sobre o tema. O mais estranho está relacionado com a tentativa das editoras e lojas virtuais em construir um modelo semelhante ao universo dos livros em papel. Um exemplo é o empréstimo básico (a pessoa X empresta seu exemplar para a pessoa Y). A gigante Amazon anunciou no primeiro semestre de 2011 algumas possibilidades, ainda restritas do empréstimo de livros. Em 2010 a Saraiva anunciou que implementaria tal possibilidade (como no mundo real - se eu leio, você não lê... simples assim...).
O modelo deve ser totalmente repensado. Tentar criar no modelo virtual um mundo semelhante ao real (considerando suas óbvias restrições impostas pela matéria), é uma alternativa nada inovadora perto do universo de possibilidades... Quem INOVAR vai vencer esta batalha dentro deste mercado super promissor...
O modelo deve ser totalmente repensado. Tentar criar no modelo virtual um mundo semelhante ao real (considerando suas óbvias restrições impostas pela matéria), é uma alternativa nada inovadora perto do universo de possibilidades... Quem INOVAR vai vencer esta batalha dentro deste mercado super promissor...
Por que não o empréstimo por um tempo limitado? Eu leio, você lê (ao mesmo tempo), mas sua licença expira em n dias.. A questão é: Por que não? Quais são os impactos negativos de tal possibilidade?
Outra deficiência, por ora driblada com pouca categoria pelas livrarias nacionais, é a questão do pagamento. Os novos usuários, sedentos pelo imediatismo gerado por todo o contexto de sua geração, não querem esperar para "colocar as mãos" no novo exemplar virtual. Muitos têm tido uma amarga experiência ao testar as lojas virtuais nacionais. Após baixar o aplicativo para o tablet, os mesmos percebem que, após inserir os dados do cartão de crédito, apenas podem ter acesso no exemplar virtual depois da confirmação de pagamento por parte da operadora do cartão de crédito. Mais uma vez o modelo está errado. A livraria teve a possibilidade de inovar... mas não o fez.
Por que o modelo do APP Store da Apple funciona tão bem? Porque quando se compra um aplicativo, o mesmo é disponibilizado na hora. Muitos desistem da compra de seus livros virtuais no mesmo instante que percebem que terão que esperar. Conclusão óbvia: As livrarias virtuais ainda têm muito que evoluir para terem uma adesão em massa da população virtual...
Por que o modelo do APP Store da Apple funciona tão bem? Porque quando se compra um aplicativo, o mesmo é disponibilizado na hora. Muitos desistem da compra de seus livros virtuais no mesmo instante que percebem que terão que esperar. Conclusão óbvia: As livrarias virtuais ainda têm muito que evoluir para terem uma adesão em massa da população virtual...
Agora, vamos olhar para o outro contexto: As bibliotecas universitárias.
Infelizmente ainda não existem avanços concretos para os modelos universitários... As bibliotecas das universidades estarão sujeitas aos modelos futuramente estabelecidos pelas editoras (que serão obrigadas a criar soluções)...
Outro fator a ser resolvido (e será, pela simples lei de mercado de oferta/procura), é o preço dos livros virtuais. Nas lojas brasileiras (Saraiva e Cultura) o preço dos ebooks é absurdo. Possivelmente pelos direitos autorais (pois os custos de transmissão na web são insignificantes, e o armazenamento é por conta do cliente). Por ora é possível perceber grande parte dos internautas driblando o modelo equivocado inserindo seus livros piratas em PDF nos aplicativos de seus smartphones e tablets. O que também não é solução...
"O POVO QUE NÃO CONHECE A SUA HISTÓRIA ESTÁ CONDENADO A REPETI-LA"
O mercado da música sofreu enormes prejuízos com a pirataria. O mesmo só conseguiu se reestruturar de forma interessante quando as músicas começaram a ser vendidas por 1 dolar (ou menos) no iTunes. Steve Jobs salvou o mercado da música com uma estratégia simples: simplicidade na compra e baixo preço. Lá você compra e leva na hora...
SERÁ TÃO COMPLICADO ASSIM REPLICAR O MODELO PARA OS LIVROS VIRTUAIS?





